Filosofia – Santo Agostinho – E.M.

Um filósofo não pode se contentar em interpretar os questionamentos dados. Ele tem que ir além e ser capaz de questionar os dados interpretados.

Agostinho de Hipona (354-430 d. C.) fez isso com maestria e assim ele abordou a temática do conflito interior entre o homem e Deus no processo de busca da verdade. Escreve ele:

“Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! E eis que estavas dentro de mim e eu fora, e aí te procurava, e eu, sem beleza, precipitava-me nessas coisas belas que tu fizeste. Tu estavas comigo e eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti aquelas coisas que não seriam, se em ti não fossem. Chamaste, e clamaste, e rompeste a minha surdez; brilhaste, cintilaste, e afastaste a minha cegueira; exalaste o teu perfume, e eu aspirei e suspiro por ti; saboreei-te, e tenho fome e sede; tocaste-me, e abrasei-me do desejo da tua paz.” (AGOSTINHO, Confissões, Livro X, 27).

Irmão Carlos (Professor  de Filosofia)

 

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